Meus caros amigos.
Os meios de comunicação social não se cansam de falar de crise. E eu dou comigo a pensar que há crises e crises. O que pensar de um país cujo governo não é reconhecido pela maioria dos países e principalmente pelos países que sempre foram amigos e apoiaram a Guiné-Bissau.? O que pensar de umpaís onde os professores estão em greve e prometem assim permanecer até 20 de Dezembro se o governo, sem meios para tal, não satisfizer as suas reivindicações? No meio disto tudo a Igreja faz funcionar as suas escolas que acolherão mais de vinte mil alunos. Isto só é possível devido à generosidade dos missionários que se empenham e fazem uma administração rigorosa e muito espartana. A Igreja não quer substituir o Estado nem tem possibilidades para o fazer. O nosso Liceu de Safim é o Liceu mais barato da Guiné-Bissau. Temos uma certa vaidade nisso. Conseguimos devido à tal gestão. No dia 1 de Outubro vamos abrir as portas do nosso Liceu. Sentimos alegria nisso mas esta alegria é ensombrada pela tristeza de ver tantas escolas fechadas e diante desta situação perguntamo-nos: o que vai ser deste país com uma educação assim?
Que Deus abençoe a Guiné-Bissau
Data: 27-09-2012